Órgão vascular e transitório que se forma com o embrião, a placenta exerce um papel fundamental no bom andamento da gravidez, pois permite as trocas necessárias para que o feto se desenvolva. É por esse motivo que um quadro de descolamento é considerado uma eventualidade grave, que pode prejudicar mamãe e bebê, devendo receber atenção médica imediata.





A placenta tem funções vitais dentro da vida intra-uterina: permite que o sangue fetal seja oxigenado e receba materiais nutritivos, além de garantir a eliminação do dióxido de carbono e de outros produtos do metabolismo do bebê, os chamados resíduos nitrogenados.

No período final da gravidez, a placenta pesa cerca de 500 gramas, sendo expulsa naturalmente do corpo da mulher logo depois do nascimento da criança. Nos raros casos em que ela não se desprende - nem mesmo através de indução -, faz-se uma curetagem uterina, que significa retirar a placenta manualmente.

Essencial para o bom andamento da gravidez, a placenta deve permanecer na posição adequada durante toda a gestação. Portanto, o seu descolamento é considerado uma eventualidade grave. Este problema pode ocorrer em qualquer época da gravidez acima da 20ª semana, necessitando de intervenção urgente.

Causas

O descolamento de placenta está associado à hipertensão (responsável por grande parte dos casos), histórico prévio de placenta descolada, tabagismo e uso de substâncias ilícitas. O problema também pode acontecer devido a traumatismos significativos, como um acidente de carro ou uma queda da escada, por exemplo.



Sintomas

O descolamento pode acontecer na segunda metade da gravidez, sendo marcado por hemorragia e, algumas vezes, dor abdominal intensa.
Na dúvida, a gestante deve procurar ajuda médica ao menor sinal de sangramento genital depois da 20ª semana de gestação.

Conseqüências

Além de trazer complicações sérias à mulher, como distúrbios de coagulação e insuficiência renal, o descolamento de placenta pode provocar morte fetal em muitos casos. Em situações mais raras e extremas, a mortalidade materna também é relatada.

Quando o bebê sobrevive, seu parto acontece através de cesárea, sendo necessário que ele receba transfusão de sangue.
Existem alguns quadros crônicos de descolamento de placenta, que devem ser acompanhados com monitoração rigorosa e freqüente, o que pede repouso absoluto da paciente.

Embora possa assustar em virtude de suas conseqüências, é importante saber que o descolamento de placenta pode ser evitado com um bom pré-natal. No programa, deve-se manter um rigoroso controle da pressão arterial.
Além disso, a grávida deve priorizar uma vida saudável, garantindo uma boa nutrição e ficando longe de álcool, cigarro e drogas.